PINTEREST COLOCA O SECOND HAND NO CENTRO DA DESCOBERTA

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Postado em

19 de janeiro de 2026

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377

O second hand deixou de ser uma alternativa. Virou cultura de descoberta.

E quando uma plataforma como o Pinterest escolhe transformar economia circular em experiência de compra, o recado é direto: o próximo ciclo do consumo de moda vai ser guiado por garimpo, desejo e curadoria.

O Pinterest acaba de lançar o Achadinhos Pinterest, uma experiência voltada a itens vintage e second hand.não está falando sobre “sustentabilidade” como discurso. Está falando sobre comportamento.

Segundo a própria plataforma, a busca por autenticidade e exclusividade nas compras cresce, principalmente entre a Gen Z, e o ciclo de vida das tendências ficou 14 meses mais volátil entre 2018 e 2023.

Tradução prática:
as tendências estão mais rápidas, o desejo é mais imprevisível e o consumidor quer acesso imediato ao que parece raro.

E nesse cenário, o second hand não compete com o first hand. Ele protege a marca.

  • protege o valor percebido
  • prolonga a vida de produtos icônicos
  • sustenta relevância cultural
  • cria recorrência em torno do acervo já existente

A evidência é numérica

Os dados divulgados pelo Pinterest mostram uma geração com lógica de compra totalmente diferente:

  • 64% dos jovens buscam itens second hand antes de comprar novos
  • 72% estão abertos a ganhar presentes de brechó
  • 83% já compraram ou têm interesse por roupas second hand
  • 30% compram em brechós para acessar marcas premium

Ou seja: o second hand virou o novo “ponto de entrada” para desejo de marca.

E isso é estratégico por um motivo simples: descoberta é aquisição.

Achadinhos Pinterest não é só uma campanha. É um modelo.

O que o Pinterest colocou no ar é uma versão clara do que o mercado já está fazendo globalmente:
transformar o garimpo em produto.

A plataforma desenhou uma experiência para o usuário “caçar” estilo, navegar por estéticas e comprar itens second hand com narrativa editorial, do jeito que o Pinterest sempre soube fazer.

Quando a curadoria vira interface, o second hand deixa de ser “produto usado”. Ele vira:

  • peça rara
  • item colecionável
  • alternativa inteligente
  • moda com história

E o impacto disso para marcas é gigante.

Para as marcas, a mensagem é simples: recommerce virou distribuição

O que antes era revenda “acontecendo fora do controle”, agora está migrando para dentro do ecossistema.
Com experiência, vitrine e confiança.

Quando uma marca opera recommerce oficialmente, ela ganha 4 coisas que o mercado paralelo nunca entrega:

  1. curadoria real
  2. precificação estratégica
  3. rastreabilidade e segurança
  4. dados e recorrência

É exatamente isso que o recommerce white label torna possível: um canal oficial second hand, com padrão premium, dentro da lógica da marca.

O futuro do varejo não é só lançar coleção. É sustentar o desejo.

A pergunta que fica, sua revenda vai ser um mercado paralelo… ou um ativo estratégico do seu negócio?