O second hand deixou de ser uma alternativa. Virou cultura de descoberta.
E quando uma plataforma como o Pinterest escolhe transformar economia circular em experiência de compra, o recado é direto: o próximo ciclo do consumo de moda vai ser guiado por garimpo, desejo e curadoria.
O Pinterest acaba de lançar o Achadinhos Pinterest, uma experiência voltada a itens vintage e second hand.não está falando sobre “sustentabilidade” como discurso. Está falando sobre comportamento.
Segundo a própria plataforma, a busca por autenticidade e exclusividade nas compras cresce, principalmente entre a Gen Z, e o ciclo de vida das tendências ficou 14 meses mais volátil entre 2018 e 2023.
Tradução prática:
as tendências estão mais rápidas, o desejo é mais imprevisível e o consumidor quer acesso imediato ao que parece raro.
E nesse cenário, o second hand não compete com o first hand. Ele protege a marca.
- protege o valor percebido
- prolonga a vida de produtos icônicos
- sustenta relevância cultural
- cria recorrência em torno do acervo já existente
A evidência é numérica
Os dados divulgados pelo Pinterest mostram uma geração com lógica de compra totalmente diferente:
- 64% dos jovens buscam itens second hand antes de comprar novos
- 72% estão abertos a ganhar presentes de brechó
- 83% já compraram ou têm interesse por roupas second hand
- 30% compram em brechós para acessar marcas premium
Ou seja: o second hand virou o novo “ponto de entrada” para desejo de marca.
E isso é estratégico por um motivo simples: descoberta é aquisição.
Achadinhos Pinterest não é só uma campanha. É um modelo.

O que o Pinterest colocou no ar é uma versão clara do que o mercado já está fazendo globalmente:
transformar o garimpo em produto.
A plataforma desenhou uma experiência para o usuário “caçar” estilo, navegar por estéticas e comprar itens second hand com narrativa editorial, do jeito que o Pinterest sempre soube fazer.
Quando a curadoria vira interface, o second hand deixa de ser “produto usado”. Ele vira:
- peça rara
- item colecionável
- alternativa inteligente
- moda com história
E o impacto disso para marcas é gigante.
Para as marcas, a mensagem é simples: recommerce virou distribuição
O que antes era revenda “acontecendo fora do controle”, agora está migrando para dentro do ecossistema.
Com experiência, vitrine e confiança.
Quando uma marca opera recommerce oficialmente, ela ganha 4 coisas que o mercado paralelo nunca entrega:
- curadoria real
- precificação estratégica
- rastreabilidade e segurança
- dados e recorrência
É exatamente isso que o recommerce white label torna possível: um canal oficial second hand, com padrão premium, dentro da lógica da marca.
O futuro do varejo não é só lançar coleção. É sustentar o desejo.
A pergunta que fica, sua revenda vai ser um mercado paralelo… ou um ativo estratégico do seu negócio?